Os Grandes Desafios (GDs) são crises interligadas que ameaçam a vida e os ecossistemas que sustentam a humanidade, outras espécies e o planeta. Esses desafios abrangem vários domínios – ambiental, social, científico, tecnológico, político, econômico e filosófico, para citar apenas alguns. Além disso, esses desafios estão arraigados e incorporados na própria estrutura que a humanidade construiu sobre a Terra, em suma, na própria civilização, de tal forma que suas principais características são de magnitude e escala global sem precedentes. Todos os aspectos do ar, da terra e da água foram e estão sendo afetados de forma negativa e profunda.
Parte da mitologia que envolve a hegemonia global do capitalismo é que o lucro ou a mais-valia é um estado natural das coisas e que o crescimento incessante e a acumulação de riqueza tendem ao infinito, de acordo com as leis da natureza. Nada poderia estar mais longe da verdade. A natureza recicla. Tudo. Incluindo resíduos e todos os excedentes de energia. A menos que seja impedida de o fazer.
(i) que o capital de risco tem um papel crucial a desempenhar a nível local, regional e global na proposta e estruturação de abordagens sustentáveis e construtivas para os GDs (daí o nosso mandato de investimento global),
(ii) que o Rio de Janeiro, o Brasil e o Sul Global detêm as chaves tecnológicas, naturais, humanas e culturais para o futuro do planeta,
(iii) que essas “chaves” estão embutidas na Terra, nas culturas indígenas (no Ocidente, Oriente, Norte e Sul) e na diáspora cultural africana,
(iv) que o design e a conscientização são ferramentas necessárias a serem adicionadas ao conjunto de opções já existentes de capital de risco para lidar com os desafios globais, e
(v) que somente com a captação e a aplicação de capital em escala totalmente compatível com os desafios que enfrentamos teremos a chance de manter o capitalismo sob controle, enquanto novas vias são exploradas para guiá-lo em direção a uma evolução além de si mesmo.